Queria tanto a paz das bibliotecas!
Aquela paz de poltronas confortáveis
que parecem acomodar satisfatoriamente qualquer inquietude
da alma,
aquela paz de salões vazios, inalteráveis,
fincados à margem da correria impiedosa das coisas
e aparentemente imunes a qualquer solavanco na imensidão
terrestre.
Queria tanto a paz envernizada, sólida, limpa, pesada
(quase possível de ser transportada).
Queria tanto, meu Deus, tanto!
A paz das bibliotecas!
Imagem: autor desconhecido
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